quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Alunos de Escola Estadual produzem veleiro e viagem até Montevidéu

 

 
Partilhamos a boa experiência:
 
Nos últimos meses, alunos do Instituto Estadual Cecy Leite Costa, de Passo Fundo (7ª Coordenadoria Regional de Educação – CRE) trocaram a sala de aula por estudos e pelo contato direto com a água. O projeto Navegar Rio Passo Fundo, da nascente ao mar, propôs um diálogo com a fauna e a flora da região utilizando ações práticas como a construção de um veleiro. O professor Antônio Carlos Rodrigues, alunos e voluntários construíram um veleiro com material reciclável. A embarcação tem 5 metros de comprimento por 2 de largura e capacidade para 5 a 6 pessoas. O peso é estimado entre 150 kg e 180 kg. O casco da embarcação é revestido por taquaras e o fundo, preenchido com aproximadamente 1,2 mil garrafas pet. A vela foi confeccionada com tecido de guarda-chuva e sombrinhas.
O veleiro passou por sete etapas de testes nas águas do Rio Passo Fundo entre a sua nascente e a divisa com Santa Catarina, antes de iniciar um trajeto de 1,2 mil quilômetros até a capital uruguaia. Dentro do desenvolvimento do projeto algumas fases foram realizadas a pé, outras com barco a motor e balsa. O grupo saiu de Passo Fundo no dia 8, iniciando a viagem pelo rio Uruguai, em Iraí, extremo norte gaúcho, seguindo até Montevidéu, terminando no encontro com o Oceano Atlântico. A chegada do grupo em Montevidéu está prevista para a tarde do dia 17 de janeiro.
A equipe que navegará em duas embarcações é composta por oito pessoas. Em terra, um grupo de seis pessoas prestará apoio, com utilização de duas vans. Itens de segurança como barco de apoio, motores a gasolina e remos foram providenciados. A navegação será feita sempre de dia e, à noite, o grupo vai acampar na costa do rio Uruguai.
Um relatório, incluindo análises de água coletadas em diferentes trechos, situação da vegetação, fauna e flora, será elaborado e entregue ao Ministério Público, Prefeitura Municipal e ao Comitê de gerenciamento da bacia hidrográfica do rio Passo Fundo. O projeto é desenvolvido pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), Instituto Estadual Cecy Leite Costa, Companhia de Policiamento Ambiental da Brigada Militar, Grupo Escoteiros Guarani e Corsan. Fonte: SEDUC

Seduc e universidades planejam ações do Pacto pelo Ensino Médio

 

 Está sendo realizada nesta terça-feira (14), na sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), reunião de planejamento das atividades de formação de professores do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. Participam do encontro gestores da coordenação do Ensino Médio Politécnico, Curso Normal e Educação Profissional da Seduc e das universidades parceiras da secretaria na iniciativa: federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Santa Maria (UFSM), de Pelotas (UFPel), da Fronteira Sul (UFFS), do Rio Grande (Furg) e do Pampa (Unipampa), além da Universidade Estadual do Estado (Uergs). A reunião foi aberta pelo secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo.
O Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio é uma ação do Ministério da Educação (MEC) que está em implantação em todo o país. Com a medida, o MEC pretende atingir 500 mil professores, nos 26 estados e no Distrito Federal. A formação dos orientadores de estudos será feita por 40 universidades. O Pacto investe na formação continuada em serviço dos docentes, prevendo, inclusive, a concessão de bolsas para os participantes. No rede estadual do RS, as universidades parceiras vão atuar na formação dos orientadores de estudo, que replicarão a formação aos 23.281 professores que atuam nas 1.063 escolas com Ensino Médio. As universidades vão atuar de forma regionalizada, atendendo grupos de Coordenadorias Regionais de Educação. Fonte:SEDUC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Seminário da Seduc vai discutir conhecimento e juventudes do século XXI

 

O governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), realiza entre os dias 2 e 5 de junho o II Seminário Internacional de Educação, cujo tema será O Conhecimento e as Juventudes do Século XXI. O evento pedagógico será feito em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com objetivo de aprofundar a política pública para a Educação da rede estadual. O seminário será realizado no Salão de Atos da UFRGS, onde estarão reunidos aproximadamente 1,5 mil professores e terá transmissão simultânea para mais 50 salas localizadas em todas as regiões do Estado, com expectativa de abranger mais 15 mil educadores.
O secretário de Educação estadual, Prof. Jose Clovis de Azevedo, destaca que o encontro, que trará à Capital renomados pesquisadores gaúchos, brasileiros e estrangeiros, vai se constituir em momento de reflexão e formação continuada para professores, educadores e gestores da Educação Estadual. “Temos a convicção de que o encontro consistirá em ferramenta para o aprofundamento das bases teóricas e da socialização da prática de sala de aula trazidas para as mais de mil escolas da rede estadual que mantêm turmas de Ensino Médio pela proposta de reestruturação curricular que está em implementação pela Seduc na rede estadual”, sintetiza Azevedo.
A estrutura do encontro prevê a realização de conferências e painéis temáticos, além de socialização de Boas Práticas Pedagógicas. Entre os temas que estarão em foco destacam-se a educação e a juventude no Século XXI, a relação entre justiça cognitiva e justiça social, prática docente para o Século XXI, formação continuada de professores, gestão democrática, planejamento participativo, conhecimento e aprendizagem, desafios da politecnia, avaliação emancipatória e educação de jovens e adultos.
Neste início de ano, a Secretaria, por meio do gabinete do secretário e do Departamento Pedagógico, trabalha na organização do Seminário Internacional e definição dos palestrantes convidados. Em 2013, a Seduc promoveu a primeira edição do Seminário Internacional de Educação, realizado em julho, na UFRGS, com participação de mais de 12 mil professores estaduais, na Capital e em 54 salas de transmissão em todas as regiões do Estado. Fonte: SEDUC

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Imagem do Dia

Texto e reprodução da foto:Eliana Passarin
Em tempos de modernidade e redes sociais, remontamos ao ano de 1934 com esta bela imagem de alunos, professores e diretores no antigo Grupo Escolar, hoje Escola Estadual Ângelo Monaco de Fagundes Varela. Na mesma época o Brasil vivia a promulgação da sua Nova Constituição, se ainda não a ideal, ela   instituiu  avanços importantes como o voto secreto ,estabeleceu o voto obrigatório para maiores de 18 anos, propiciou o voto feminino e criou a justiça do trabalho e o salário mínimo. O presidente à  época era Getúlio Vargas.
 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Matrículas 2014

Informe:
A Comissão de matrículas 2014 da 16ª CRE, coordenada pela Assessora Sidia Dalosbel Prezzi, informa que o setor está á disposição da comunidade para informações referentes as incrições feitas on-line   em 2013 e que ainda esperam designação para uma instituição. Esclarece que vagas não estão faltando, no entanto nem sempre estarão disponíveis nas escolas escolhidas.
Para quem ainda não realizou inscrição as mesmas devem ser feitas  pelo site www.educacao.rs.go.br. Até o dia 10/01/2014.

Liane Nunes mãe da aluna Ester que vai para o Ensino Médio e estudava em Escola Municipal busca vaga em Escola do Estado e recebe orientações da Assessoa Sidia
 

Obras nas Escolas da 16ª CRE sendo concluídas para receber alunos no ano letivo de 2014

Texto e fotos:Eliana Passarin
A 16ª CRE acompanhou  a 16ª CROP, no dia de hoje (08), para realizar vistoria nas obras em andamento na escolas de Veranópolis, Nova Bassano e Fagundes Varela, verificando que as mesmas estão dentro do cronograma, deixando tudo pronto para receber os alunos  no ano letivo de 2014. A Escola Estadual de Ensino Fundamental Virgínia Bernardi de Veranópolis, está um verdadeiro canteiro de obras com a execução do Plano de Acessibilidade, com rampas de acesso, piso tátil, novos banheiros adaptados, bebedouros, além do cercamento da quadra esportiva. A Diretora Tatiana Reali diz que " a obra vai possibilitar atender uma demanda maior de alunos com necessidades especiais e também vai mudar o visual da escola”. A Instituição que atende 370 alunos está tendo um investimento do governo do estado de R$266.758,00.
 
 

 
Diretora fiscalizando as obras de melhorias na Escola
 
Já no Colégio Estadual  Pe.Colbachini de Nova Bassano, que tem 890 alunos, a obra que está bem adiantada é para atender de forma  mais qualificada os alunos do Ensino Médio Politécnico diz a diretora Salete Teresinha Cestonaro Bongiovani. Num investimento do estado de R$258.765,35 três novas salas de aula estão sendo construídas, com uma área total de 239,85m2 . A Escola que tem 78 anos, se confunde com a história da cidade e  tem na sua equipe diretiva ex-alunas que emocionadas  contaram sobre o dia da mudança do antigo prédio para o atual na década de 70, quando cada aluno carregou a sua própria classe, disse Eunice Tonin Silvestre.

Direção e fiscais da obra no Colégio Pe.Colbachini
Na Escola Estadual  Angelo Mônaco de Fagundes Varella a obra de fechamento do Ginásio de Esportes já está em fase final num investimento de R$114.996,00 e irá beneficiar 176 alunos.

Diretora Maria Terezinha  Da Ros acompanha última vistoria do fechamento do Ginásio de Esportes

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

2014 marca final da implantação da reforma do Ensino Médio na Rede Estadual

Editorial
 
 Em 2014 o governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), completa o processo de reforma do Ensino Médio com a inclusão do novo currículo nas turmas de 3º ano nas 1.063 escolas da rede estadual que mantêm esta etapa da Educação Básica, seja com currículos do Ensino Médio Politécnico, do Curso Normal ou da Educação Profissional. O processo de reestruturação começou em 2011, com os debates na rede e realização de uma conferência estadual e chegou às salas de aula e escolas em 2012, quando as turmas de 1º ano receberam o novo currículo. Em 2013 foram as turmas de 2º ano que foram incluídas. Ao longo deste tempo, o tema da reestruturação curricular transcendeu os ambientes escolares, levando este debate para as comunidades escolares, as universidades, a mídia, além de pesquisadores gaúchos e brasileiros – alguns destes, com atuação fora do Brasil. Ou seja, o processo iniciado na rede estadual de ensino pelo Governo Tarso Genro desacomodou os diferentes setores sociais, em especial os segmentos da comunidade escolar. Além do desacomodamento natural que o novo traz para o cotidiano, a reestruturação aconteceu de forma concomitante à retomada de investimentos no setor.
 Em 2011, ao assumir o governo, o quadro era desolador. A rede de 2.574 escolas estava sucateada, com mais de mil processos com carimbo de “necessidades emergenciais” – alguns com tramitação há mais de dez anos; tecnologicamente, era uma rede defasada; os salários de professores e servidores, achatados; nas escolas, mais de um terço dos professores eram contratados de forma precária; concursos públicos não foram realizados depois de 2005; em relação aos currículos, no Ensino Fundamental, institutos se dedicavam aos anos iniciais, período fundamental na vida dos alunos e do qual a Seduc abrira mão, com a terceirização do da alfabetização na maioria das escolas. O que dizer do Ensino Médio? Da mesma forma como se verifica nos demais estados brasileiros, aqui no RS os índices que rondavam o Ensino Médio eram alarmantes: reprovação e evasão superiores a 30%, gerando perda objetiva e subjetiva: cerca de 500 milhões anuais se perdiam e, o que é mais dramático, a reprovação e a evasão abortavam o sonho de uma vida futura mais promissora para 30% dos estudantes. Além disso, um currículo fragmentado, distante da realidade, não se mostrava mais atrativo para os milhares de jovens que buscam os bancos escolares visando ao seu aprimoramento intelectual e pessoal. Este quadro ocupava páginas de jornais, ondas de rádio e telas de TV e de computadores, pelos noticiários on-line. Era – e ainda é – comum a veiculação de notícias que tinham como tema central a derrocada da qualidade da educação, com propagação de números do IDEB ou Enem, por exemplo, com discursos equivocados como “a escola de antigamente era melhor”. Mas, mais do que ocupar a mídia, o tema ocupava o dia a dia do governo. Algo precisava ser feito.
 Entre 2011 e início de 2014, mais de 300 milhões de reais foram investidos em obras em escolas. Definiu-se que as maiores escolas estaduais gaúchas passarão por uma reforma global, tornando-as escolas-referência e locais dignos de alunos, professores e profissionais, através do Plano de Necessidades de Obras (PNO), projeto que está em fase de contratação e licitação de projetos. Foi iniciado um vigoroso programa de modernização tecnológica da rede, com a destinação de mais de 100 mil computadores portáteis para professores e alunos do Ensino Fundamental, tablets para professores do Ensino Médio, investimento em novos computadores, infraestrutura e laboratórios de informática nas escolas e móveis. Além disso, dois concursos públicos foram realizados, mais de 20 mil professores promovidos (havia mais de dez anos que as promoções estavam paralisadas), mais de 50 milhões de reais foram investidos na formação continuada e em serviço dos docentes, e garantidos 76,6% de reposição salarial a professores e servidores. Hoje, nenhum professor da rede estadual – efetivo ou contratado – recebe menos do que o piso nacional. Ainda que o valor do piso não esteja indexado à carreira, podemos ter a ousadia de dizer ao Brasil que, no RS, o magistério tem um plano de carreira respeitado. Para pagar o piso na carreira, será preciso alterar o índice de reajuste, medida que o governo do Estado busca que seja efetivada em âmbito nacional, numa articulação com gestores de outros estados.
 Obras, modernização tecnológica, recuperação de salários, realização de concurso, promoções, ainda que estejam sob a gestão da Secretaria de Educação, poderiam, no entanto, ser implementadas pelas secretarias de Obras, da Fazenda ou da Administração. A alma da Seduc e de qualquer secretaria de educação reside no pedagógico. Aí entra a reestruturação curricular do Ensino Fundamental e Médio, medidas previstas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e previstas em Resoluções dos conselhos estadual e nacional de Educação, além da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), algumas desde a década de 90 do século passado.
 No Fundamental, já em 2011 a Secretaria retomou para si o fazer dos anos iniciais. Realizamos seminários regionais, com mobilização de milhares de professores dos três primeiros anos. Agora, em 2014, um novo currículo também se aproxima das escolas do campo. Em relação ao Ensino Médio, nosso desafio é maior, na medida em que esta etapa da educação básica se configura como dever do Estado e se evidenciava em crise profunda. Por isso, a reforma do Ensino Médio transcende à grade curricular. Ela ocupa os espaços físicos, a formação de professores (em serviço, de forma continuada e, também a formação dos professores na origem, nos cursos de licenciatura), os investimentos em novas tecnologias, entre outros. E, por isso também, transcende aos espaços escolares, alcançando todos os setores da sociedade, num debate acirrado e que a nós, gestores da Educação Estadual, estimula cotidianamente. É preciso ressaltar que este estímulo não se origina apenas no debate. Em dois anos de implantação na rede, a reforma já traz números concretos de recuperação da qualidade da educação gaúcha. Sabemos que as mudanças educacionais não surtem efeitos em curto prazo, mas já temos sintomas de melhorias através de alguns resultados. Em 2011, no Enem, a Rede Estadual do Rio Grande do Sul ficou em terceiro lugar entre seus pares. Em 2012, ascendeu para o segundo lugar. Na investigação do PISA, a rede ficou em terceiro lugar no Brasil com média superior à brasileira. No último IDEB os alunos da Rede Estadual do Rio Grande do Sul tiveram o melhor desempenho em matemática no Ensino Médio e o segundo lugar em língua portuguesa.
Cumpre também reconhecer o compromisso ético da maioria dos educadores que têm respondido positivamente aos estímulos da política educacional no que se refere ao aperfeiçoamento intelectual e técnico, participando em cursos de formação e não medindo esforços para a implantação da pesquisa como ação inerente ao ato de ensinar.
 Com convicção iniciamos esta reestruturação que chega à última etapa em 2014. Este trabalho está sendo reconhecido nacionalmente. No início de dezembro, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, veio a Porto Alegre para o lançamento do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. Não por acaso o lançamento foi no RS: a medida amplia para todo o país aspectos da reestruturação que estamos construindo.
 Assessoria de Comunicação Social Seduc